Beckmano grows: 10 anos colecionando prenseeds, let's phenohunt'em!

Salve família OG, satisfação em poder usar esse espaço para compartilhar experiências e fazer conexões com outros amantes da planta!

Como o título diz, venho colecionando sementes de prensado (brickweed for our international friends) há quase 10 anos e venho estudando muito sobre a planta, e levei a paixão pela planta ao ponto de hoje eu ter um diploma em Agronomia, porém não tive muitas oportunidades de cultivar com segurança. Já tive um cultivo de uma prenseed, que na época pensei ser uma WW, mas com pouca infraestrutura e antes de entender aspectos agronômicos mais profundos acabei colhendo pouco (com alguns erros/dúvidas básicas de todo iniciante). Com o tempo pude comprar um setup indoor, e nos últimos meses tive a oportunidade de instalar o mesmo e germinar umas sementes, que agora estão quase no final da floração… Porém gostaria de compartilhar a experiência e o processo, já que ainda estou buscando saber quais são as genéticas, e para isso peço ajuda de todos os dedos-verdes experientes que visitarem o post, sintam-se à vontade para comentar e ajudar na identificação!

P.S: por favor, não me entendam errado, quero muito cultivar sementes selecionadas! mas o que tenho acesso por enquanto é minha vasta coleção de anos fumando e selecionando boas sementes de pren e uns “colômbia/skunk” do mercado BR… E na tentativa de identificar algo e trocar experiências, acabei publicando por aqui (vai que a keeper vem de um bulk de sementes desse? :yum:). Realmente queria continuar abrindo sementes misteriosas só pra ver o que eu acho, pq a experiência atual já vem sendo maravilhosa (sabemos que uma boa parte das sementes que os cultivadores paraguaios usam vieram de bancos de bulk como RQS, SS, DP… algo ainda me diz que a “compacta”, apelido da planta que estou levando, tem algo de kush/cheese na linhagem, e sinceramente eu jamais teria selecionado uma cultivar pelas características de uma cheese, mas já estou surpreso com a complexidade aromática dessa menina). Mas já estou podendo participar dos giveaways aqui do OG, futuramente iremos só nas selecionadas dos irmãos, e se eu tiver a oportunidade de achar algo diferenciado, salvarei para futuras trocas. A ideia é somar sempre família!

Na última semana de abril deste ano, germinei algumas sementes e acabei com 4 plântulas, da quais 2 foram machos e 2 fêmeas. Seguem algumas fotos com datas e comentários:


Duas com estruturas de “indica”, mais compactas, curtos entrenós e com folhas (folíolos) bem largos, e apenas tonalidades verdes em todos os tecidos; enquanto as outras duas estavam normais, não tão compactas ou tão alongadas, mas com alguns tons roxos já nos primeiros 15 dias de vida (como quero saber as genéticas, fui monitorando as diferenças que pude perceber). No fim, foram um macho e uma fêmea de cada “fenótipo”.


Essa aqui é a fêmea mais indica, que vou colher daqui umas 2 semanas, quando ainda estava na 3-4ª semana de vida. Nesse dia, transplantei elas dos copos de 300 ml, que estavam desde a germinação, para um vaso de 20 litros, no qual também coloquei mais duas plantas (a outra indica, que era macho e foi retirada posteriormente, e a outra “normal”, que acabou sendo a outra fêmea (as duas fêmeas que estão na floração agora estavam nesse vaso de 20L, só para deixar explícito)). A outra planta levei num vaso improvisado de garrafa PET 2L.


Sistema radicular da nossa indica fêmea, o mais notável dessa planta até agora foi que, apesar da nutrição bem equilibrada, ela se manteve com entrenós de 1,5 a 2 cm, muito compacta, e mesmo com maiores doses de potássio não houve estímulos de alongamento (e que acredito ser um ponto importante para tentar identificar a origem genética).


A planta bem de cima foi o macho retirado, já a de baixo era a outra fêmea. A fêmea indica ficou bem no meio, mas depois com as podas e retirada do macho, puxei ela pro lado (a ver nas próximas fotos).


Uma semana depois de transplantar pro vaso de 20L, já comecei a fazer os treinamentos nas plantas das laterais. Minha tenda é pequena, 140x60x60 cm (4,5x2x2 ft.), então sou quase obrigado a treiná-las para evitar surpresas com alongamento excessivo. A planta da esquerda foi retirada (macho), as fêmeas são a do meio e direita.


Duas semanas depois, já com o macho retirado, aqui estão só as meninas! Para facilitar a partir de agora, vou chamar a “mais indica” de COMPACTA (BUSHY), que foi plantada no meio e puxada pro lado (nessa foto, a planta da direita.) Não posso descartar que a outra planta (da esquerda) seja uma indica com uma estrutura mais alongada, mas definitivamente essa da direita é mais compacta, e é a planta com a floração mais rápida (atualmente na 5ª semana de flora, na qual acho que vou colher com 7-8 semanas, enquanto a da direita está parecendo que vai demorar mais um mês tranquilamente (fica mais visível nas próximas fotos)). Para diferenciar, a da esquerda vai ser a ALONGADA (STRETCHY) XD

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Como puderam perceber pelo nome das fotos, entre a primeira foto e a última, se passou 1 mês (14/05 a 14/06), e nesse dia flipei pra flora (12/12), com aproximadamente 50 dias após a germinação. Realmente queria deixar elas se desenvolverem mais, mas como tenho uma janela de 3/4 meses pra fazer todo o processo, tive que dar uma acelerada.


Rápida comparação entre as primeiras folhas com 5 folíolos das 4 plantas (femeas embaixo, compacta à esquerda, alongada na direita). Até o pecíolo da folha da menina é compacto!


12 dias de 12/12, deram uma boa espichada.



A alongada começou a mostrar tonalidades interessantes, e realmente se alongou, bem mais que a outra.



Olha esse verde! Acredito que estava acima dos níveis desejáveis de N nesse estágio, pois a alongada vai apresentar folhas curvadas nas próximas fotos. Porém a compacta nem queimou a ponta das folhas, realmente lidou muito bem com a alta dose de nutrientes do solo (que aliás é o solo do Gynetics pela Zion Farm. Dei uma buffada nele, durante o cultivo entrei com organominerais da Fat Crystal (que tinha comprado lá da última vez que cultivei, aquela provável WW, uns 5 anos atrás), silicato de potássio, azomite, bokashi da ledsindoor, algas marinhas, fermentados de Aloe, açúcar mascavo, LAB, água de cozimento de batata doce, chá de casca de banana, café, sal marinho… uma verdadeira alquimia! Hoje tenho noção suficiente para não exagerar em nada, mas sinto que ainda preciso aperfeiçoar a dinâmica do N, que acabou dando um leve over na alongada dessa vez.



2 semanas de 12/12: A compacta estruturou flores muito rapidamente, enquanto a alongada demorou 2 semanas só para diferenciar de folhas para flores nas gemas apicais.




Folhas da alongada e seus tons roxos, enquanto a compacta segue bem verdinha, com bem pouca expressão de antocianinas.



Olha a compacta com 3 semanas! Absurda a diferenciação dos tecidos vegetativos para reprodutivos em tão pouco tempo, ela é rapidinha!



Aqui a alongada mostrando as garrinhas, percebam que as flores estão bem mais na fase inicial de desenvolvimento…

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Esqueci de comentar que, antes de flipar, dei uma limpada das folhes mais de baixo, apesar de que nas fotos, nem parece. Também aproveitei para tirar um clone de cada uma, então os copos que vocês encontram por baixo do vaso grande é dos clones (e uma outra semente que germinei, a mão sempre coça XD).


Digna de papel de parede, tá aí o pool genético. Muitas sementes de muitas épocas de muitos locais diferentes (RS, PR, MT… e todos os possíveis fornecedores limítrofes) Prensado foi a regra por muito tempo.



Essas são de uma leva de alguma semente de Skunk (das fotos) que consegui aqui no estado (atualmente estou no MT), plantadas outdoor em um sítio. Tiger seeds, como dizem os gringos, em solo amazônico. Primeira flor que me encanta com o sabor de limão muito presente, e uma fumaça aromática como sálvia/algum tempero suave. Porém o cultivador não fui eu, e sim um senhor de 60 anos que fuma mais que eu e a galera juntos XD


Já essas foram de um outro kunk, também muito limonado, mas percebi que o tegumento das sementes é bem diferente, quase sem manchas e bem mais claro. Já que estamos no phenohunt, gostaria de saber se, por experiência dos senhores, já identificaram alguma relação entre genética e tegumento das sementes.

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4 semanas de flora: agora o negócio começou a feder! Ambas com cheiros bem doces, mas a compacta tinha um fundo de ranço/butírico/repolho nessa época. Logo mais, começou a expressar um cheiro de laranja forte (nessa época eu tava achando que a compacta era uma Cheese ou 24K do pheno mais indica, estava buscando tudo o que se assemelhava com os cheiros em plantas de baixa estrutura).



A alongada continuou alongando e enchendo os ramos com vários buds, lembrando a estrutura ramificada das sativonas. Nessa época também estava achando que a alongada podia ser algo com a Mazar I-Shariff. Definitivamente não é uma sativa pura pelas folhas, mas claramente vai demorar mais de 11 semanas na flora. Alguns ramos estavam muito para cima, tive que remodelar alguns para melhorar a distribuição de luz, já que ela encheu os ramos todos com inflorescências.



E aqui umas fotos de ontem (amanhã serão 6 semanas de flora). Agora a alongada começou a adensar os buds, cheirando mais a pinho/cítrico/doce (um amigo disse que tinha cheiro de pitanga), enquanto a compacta já tá indo pra um fade com tons púrpuras, e depois de apresentar belos estigmas que já secaram e ficaram laranja, já tá na segunda leva de flores (e estigmas/pistilos) amarelinhos, e começando a resinar bastante agora. Cheiro bem doce dela num geral, menos rançoso como algumas semanas atrás.

Acredito que a cada dia a compacta vai mostrar umas cores diferentes, já que nos últimos 3 dias houveram mudanças significativas na cor das folhas. Com certeza ela não é uma sativa paraguaia, como podem ver, apesar da maioria das minhas sementes serem provenientes de prensados da vida. A alongada tem mais características que lembram a sativa paraguaia, mas devido às características iniciais acredito que também não seja o caso. Vou acompanhar o desenvolvimento e dessa vez tento postar no mesmo dia da foto. Também fico de compartilhar os aromas da alongada, que está começando a ficar mais complexa agora. Já agradeço aos apoiadores, e novamente, fiquem a vontade para ajudar a identificar qualquer coisa que viram por aqui. Acredito que os vereditos finais só se darão com uma cura apropriada, mas qualquer discussão já é bem vinda.

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Salve, mano! Maneiro o projeto! Eu sempre tive muita curiosidade sobre pheno hunting em prenseeds, já plantei algumas prenseeds, que me renderam fumo irados, sobre a questão das cores das sementes, como elas parecem saudáveis pela foto. Eu diria que é só uma questão de aleatoriedade genotípica. Mas sementes brancas, muito pálidas ou esverdeadas normalmente indicam que estão pouco maduras.

O que dá coloração ao tegumento das sementes são alguns compostos polifenólicos, como taninos e flavonoides, que estão presentes no revestimento da semente. Eles estão relacionados à proteção contra UV e patógenos, e com o passar do tempo e o amadurecimento das seeds, esses compostos vão escurecendo por oxidação.

As tiger stripes, essas listras escuras, são na verdade o acúmulo da camada de perianto da planta. Inclusive, elas saem até fácil com atrito, então muitas sementes acabam perdendo essas marcas na hora da separação ou limpeza.

Aliás, supunhetando um pouco… mas de tudo que já li, o que normalmente tem mais a ver com origem, é o tamanho das seeds, plantas mais NLD (narrow leaf drug) as sativonas, por elas terem brácteas menores normalmente produzem muitas sementes, só que menores em tamanho, enquanto nas BLD normalmente se observa ao contrário.

Na ecologia evolutiva aliás existe um conceito antigo, que acho que conversa um pouco com esse assunto de r e K strategy. Vou dar uma simplificada perdoa, pra não floodar mt, mas vou resumir aqui rapidão, e se você quiser, dps abre a fonte que eu anexei.

  • r-strategy: espécies que fazem muitos filhotes, com pouco investimento em cada um. A ideia é jogar bastante semente no mundo pra garantir que alguns sobrevivam, mesmo que a maioria não passe da fase inicial. Geralmente, vivem em ambientes instáveis.
  • K-strategy: espécies que fazem poucos filhotes, mas cuidam bem deles, investindo bastante energia em cada um para garantir que sobrevivam. Costumam viver em ambientes mais estáveis e competitivos.

No caso da cannabis, como muitas outras espécies ela mistura essas duas estratégias, o que ajuda a planta a se adaptar melhor a diferentes ambientes.

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Desculpa te floodar, mas aproveitando o espaço, agora, na minha opinião uma consideração sobre as prenseeds. Não sei se entendi errado aliás, me perdoe se interpretei errado, mas na minha opinião, acho meio impossível você achar strains específicas em si fazendo hunting nelas. Claro que você vai encontrar características morfológicas diversas, prenseeds têm um gene pool super diverso, como você deve saber, mas encontrar essas características não significa que as sementes vieram daquela strain específica.

Graças a Deus, mesmo com o mercado moderno tentando estreitar tudo, o genótipo da cannabis ainda é bem variado. Então, características desejáveis que são comuns em strains famosas podem aparecer em plantas que não têm nenhuma ligação direta com essas strains. Pra mim, strain hoje em dia é quase como um “pedigree”. Tipo: quando você compra um pack de Mango Haze do Mr. Nice, por exemplo, você tá pagando pela garantia de origem genética, pelo histórico dos pais. E mesmo assim, você ainda vai precisar caçar o pheno que te interessa dentro do pack.

Um exemplo: o gosto de manga é um dos mais comuns de aparecer em sativas tropicais e subtropicais do tipo drug. Quer dizer que, se um prenseed expressar esse sabor, ele tem Mango Rosa no background? Provavelmente não. É só porque essa característica ainda vive, felizmente, no pool genético mais amplo da planta.

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Salve irmão, obrigado por somar no esclarecimento das dúvidas!

Realmente a questão de identificar com exatidão é quase uma utopia, ainda com todas as misturas que vemos hoje em dia… Nem esquento se eu não achar quais são as genéticas. Mas quero trazer a discussão para entender mais sobre como os outros vêem esse processo de identificação, assim como você acabou de ajudar com as infos das sementes. Acredito que posso fazer bons amigos e trocar infos de qualidade no processo, e por morar em um estado extremamente “conservador” (MT é o último estado do BR a ter uma associação canábica, por exemplo), acaba que meu único meio de expressão com quem gosta tanto dessa cultura quanto eu é por aqui mesmo, com discussões que tragam reflexões e essa troca.

Como tenho sementes de anos atrás, ainda penso que posso achar umas raridades por aqui (como essa compacta que estou cultivando, já aparenta ser melhor que 90% dos kunks que comprei no mercado BR, e não tem nada de satiguaya). De qualquer forma eu vou pesquisar terpenos e rotas metabólicas de síntese dos mesmos, ver diários em diferentes sites e tentar associar alguma informação com o que eu estiver levando (eu tento parar, mas é só sentir um aroma diferente que a busca recomeça :joy:). Acabei publicando todo o processo para fortalecer as trocas, se eu achar a linhagem delas é lucro!

Por pouco, quase nem abri o tópico. Mas como estamos vendo uma possível legalização comercial em setembro, e mesmo com anos de agronomia e estudos canábicos, ainda existem muitos assuntos para dominar, acho mais do que necessária essa proximidade com a sociedade cultivadora. Fico grato de trocar comentários e perspectivas, e espero que eu possa fazer posts ajudando mais pessoas, comentando e agregando valor assim como você fez. Agradecido pelo apoio!

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Maneira a coleção mano! Vai ser curioso, ainda bem que você abriu o tópico, com certeza vai ser mt interessante de observar seu diário! :space_invader:

seja mais que bem vindo irmão!:muscle:

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Origem_Caracteristicas_e_Distribuicao_Espacial_da_.pdf (1.5 MB)

artigo maneirinho sobre o polígono também

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Salve Virga, obrigado pelo apoio!

Eu lhe peço desculpas, realmente não fui tão objetivo no início do post, até editei pra tentar passar a ideia correta.

Sempre treinei de germinar umas sementes de cannabis quando tive oportunidades (pq já vi o estrago que a falta de experiência em germinação faz com sementes selecionadas, amigos já perderam genéticas por falta de noções básicas e cuidado nesse processo), então pra mim ter umas plântulas pela casa é mais que normal, faço isso há anos. A questão é que surgiu uma oportunidade de levar as plântulas dessa leva pra floração (o que só aconteceu uma vez há 5 anos atrás), e como tenho tudo aqui dessa vez e o maior limitante meu é o tempo/dedicação, resolvi apostar e meter marcha, “vou colher ou vou aprender” (e aparentemente, serão os dois :grin:).

Ouvi o podcast com o Mago Belota assim que soube do mesmo, acho que foi quando o FPunk comentou lá com o Cadu numa live da Cultlight, já emendei outra sessão de conhecimento… e sinceramente, por ser gaúcho e nunca nem ter ido pro nordeste brasileiro, não fazia ideia desse movimento aí (o máximo que me remetia a algo era um Bezerra da Silva, mas só). Fiquei muito feliz de saber que tem uma região verdadeiramente “roots” aqui no Brasil, com toda uma cultura e aceitação social.

Só o fato de você chamar pra participar da seleção/reprodução já me deixa sem palavras, é em projetos de propósito e sérios como esse que quero trabalhar aqui no Brasil. Tenho anos de agro, já trabalhei na equipe de pureza genética de uma big player internacional do mercado de sementes, mas o tesão da parada só é 100% com a nossa planta (ainda mais pq comecei agronomia após extensas sessões no finado growroom, ali a magia me pegou! :rofl:) E saber que podemos estar mais próximos de um mundo onde todos aqui no BR tem oportunidade de fumar algo sensacional, mudar a percepção sobre maconha num geral, trazer conhecimentos e quebrar tabus… Me anima muito. Fico grato pelo convite, pode contar comigo para esse projeto! :muscle:

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O que é, o que é… a flor lembra aquelas Schweppes Citrus com algo mais picante/pinho e um fundo de lavanda/floral… Mas se relar nos ramos, cheiro de borracha/químico plastificado. Tons avermelhados/púrpura desde a plântula, com destaque para o pecíolo das folhas… E tem cara de que vai ficar mais de 11 semanas na flora :face_in_clouds:

Já vi umas genéticas da América Central com características parecidas, algumas Malawi… mas espero cultivadores mais experientes acharem o post, como o @FPunk pra dar uma luz, já que esse cheiro de borracha me lembrou do “cheiro de bola de tênis do Borrachinha” comentado em alguns podcasts. Só tendo experiências prévias para bater o olho e descartar as possibilidades. A única certeza é que essa alongada é bem diferenciada dos níveis comerciais que vemos nos mercados estabelecidos.

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Já a compacta, acredito que vai ser bem difícil de identificar num geral, parece ser uma mistura das misturas… Se eu deixar a tenda aberta, a casa toda fica com um cheiro de pão de alho/chucrute/repolho, definitivamente algo “skunky” (e semana passada, o que ficava mais presente no ambiente era o aroma de laranja doce). Mas ontem, espremi uma das inflorescências contra minhas mãos para extrair um charas (se eu tiver tempo, vou testar algo novo, SEMPRE :laughing:) e fiquei indignado que o cheiro era só de chiclete, aquele tuttifrutti doce de pirulito, bem marcante. Pela estrutura das flores, folhas e espectro dos aromas, com certeza há algo de kush/cookies aí, e então a bagunça fica mais evidente. Estou ansioso para ver como esses aromas vão evoluir durante um bom tempo de cura, e espero me surpreender com o sabor.

Ambas com ~2 meses de vegetativo, atualmente com 6 semanas de flora (12/12).

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Salve, mano, belas plantinhas, espero que te rendam boas e cheirosas flores em breve. Plantei uma leva de oriundas do prensado mas agora estou buscando coisas um pouco mais rápidas, mas são boas plantas mesmo.
Eu gostaria de descrever os detalhes como você, mas eu mal dou conta de atualizar o meu diário direito, bom projeto!

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As plantas aceleraram pro final da flora, logo no início do mês de agosto as plantas já estavam com colorações diferentes.

Compacta: Bem resinada, cheiro químico de alho/queijo/tempero apimentado que é mais perceptível cheirando as flores na planta viva, que compete com um aroma doce de pirulito/uva/chiclete que enche o quarto e fica mais presente nas flores colhidas com 7 semanas (ainda vou tirar flores mais maduras para comparar as experiências). Lindo início de fade nas folhas, muita antocianina dando as caras nas folhas mais próximas das inflorescências também. E continuando o bulk para a estrutura final.





Muita antocianina nas folhas mais próximas das flores!

Alongada: Começou a consumir o nitrogênio das folhas maiores, e a bulkar as inflorescências. Pensei que seria um bud mais fino, mas realmente está adensando. Cheiro de limão/pinho/manga continua incrível.

Aspecto geral da tenda:

Plantas bem diferentes, aromas muito bons, só esperando finalizar. A alongada realmente tem um potencial mais elevado de rendimento do que a compacta, apesar de ser mais longa na floração. Acredito que seria ideal se eu tivesse levado mais um mês no vegetativo, mas tive que acelerar e mesmo assim estou bem feliz com os resultados.

A compacta foi parcialmente colhida com 7 semanas de flora, e após uma secagem apropriada a mesma apresenta aroma doce e herbal. O sabor é como se eu estivesse fumando um pirulito, com notas de cereja/anis e fumaça muito doce. Muito agradável, mesmo sem uma cura apropriada. Quero ver quais aromas as flores mais maduras vão expressar.

As primeiras amostras da alongada foram colhidas essa semana, com 8 semanas de flora, e estão em processo de secagem, todas muito aromáticas, mantendo o aroma cítrico e doce. Se eu fosse dar um nome para esse “pheno”, seria Schweppes Citrus :yum: estou ansioso para poder experimentar como irá ficar na seda.

Nas próximas semanas finalizaremos o ciclo, fazendo as últimas colheitas! Mal posso esperar pelas avaliações finais. Enquanto isso, gostaria de agradecer ao apoio de todos e pelas oportunidades nos giveaways, boas genéticas, mesmo que não identificadas, sempre! :laughing: :muscle:

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Boa mano, eu plantei muita semente de pren também, estou começando nas geneticas selecionadas só agora.

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Salve galera, últimas atualizações da flora dessas plantas sem identificação genética, mas que renderam uma ótima experiência.

Compacta: Nossa pequena planta resinou mais nas semanas 9 e 10, e aliado ao fato dos buds serem bem compactos e se “fecharem” em uma estrutura como uma pinha, os topos de cada inflorescência ficam densos, e até as pipocas rendem mais do que o esperado.
No pote da cura das flores colhidas com 7 semanas, um cheiro de chá verde com feno, algo bem herbal, sem tanto o doce de antes. Perto do nariz, as flores tem um doce toque cítrico que lembra laranja, e aquele toque apimentado de cariofileno bem característico de pimenta preta (até já me fez espirrar algumas vezes). Na seda, o sabor continua com algumas camadas doces de pirulito, misturando com um toque adstringente e cítrico que lembra um licor de cereja com laranja. Bem estranho, mas bem único pra quem gosta de algo que faz torcer a cara com um sabor “ruim” que acaba sendo bom. Lembra daqueles xaropes de tosse amargos e doces? Aqui no Brasil não é comum ter um sabor de cereja, mas acho que seria a melhor comparação, no limite entre o ruim e o agradável. A fumaça continua doce, chiclete, as vezes com um toque de cookies… o aroma da fumaça no ambiente também lembra alguma massa assada. Uma vez fumei no quarto e após voltar pro ambiente, achei que tinha pão de alho assando ali por um breve momento. Aqueles terpenos fedidos de queijo ainda se encontram perdidos em alguns buds.
Apesar de um rendimento baixo (~ 20 g seco) e uma planta super compacta, a fumabilidade dela é sensacional. Gostaria de ter algo assim com um pouco mais desses terpenos de laranja e queijo.
Efeito equilibrado, que vai lentamente ficando mais forte… Se fumar um pouco demais, dá pra ficar com a cabeça bem ativa e o corpo relaxado, que fica sedado apenas após algum tempo. Sobremesa perfeita pro fim do dia/início da noite :laughing:


Alongada: Essa realmente deu uma bulkada monstra nas flores nas últimas semanas, mas com uma estrutura bem diferente da compacta, mais ramificada, lembrando algumas flores de genéticas NLD/sativa. Todo N da clorofila das folhas principais foi realocado para as flores, e acredito que ela poderia ser levada por um pouco mais tempo com nutrientes, mas estou bem feliz com o resultado. Por estarem no mesmo pote e terem florações com fases distintas, ainda deu muito bom. Essa foi colhida hoje, ainda não tenho o peso final, mas vai render umas 3x mais que a compacta.
O aroma das flores continua com um cheiro de manga madura, com toques cítricos e florais. Perdeu um pouco a predominância do cítrico de tangerina. Na seda, a fumaça tem um sabor amadeirado leve, lembrando hash, e um cheiro de flores bem delicado, suave. Bem mais old school eu diria. Nada doce, nada frutado (por enquanto). A fumaça literalmente lembra algum incenso floral.
Muito boa de fumar, vibe bem mais sativa e cerebral nessas primeiras flores colhidas com 8 semanas. A colheita final foi hoje, com 10 semanas de floração, mas acredito que serão efeitos parecidos e mais fortes, já que agora estão bem limpos, estimulantes.





Aqui uma foto das flores da compacta (esquerda, 7 semanas) e da alongada (direita, 8 semanas). A compacta totalmente estruturada e a alongada ainda sem o bulk final.


Apesar do desafio de saber exatamente quais genéticas são essas, ter duas plantas de “cultivares” diferentes me ajudou a perceber diferenças no padrão de crescimento, estruturas, timing de aplicações… E flores saborosas também permitiram estudar mais sobre os aromas e toda a complexidade química que envolve essa característica que muitos amam.

Definitivamente a compacta tem alguma genética de cookies/gelato, podendo haver algum traço de Bubblegum ou NL. Todos os aromas e características de estatura levam mais para essa conclusão, mas veremos se alguns fatores trazem novas interpretações. Também quero coletar a opinião de alguns amigos antes que eu fume todos esses buds deliciosos.

Já a alongada tem esse aroma de manga e flores, e cheiro químico de borracha nos caules que é difícil de achar referências. Tem heirlooms brasileiras e da américa central com esses fenótipos. Já a fumaça hashy floral suave e amadeirada é bem comum em algumas landraces. Mas já tenho bem menos referências pra dizer exatamente o que poderia ser. Veremos como os efeitos serão após uma boa cura. Se alguém tiver alguma referência, fique a vontade para compartilhar.

No mais, consegui tirar um clone de cada, e agora vou revegetar as “madres” pra tentar tirar mais alguns. Até eu botar a mão em alguns sabores melhores, quero manter esses clones. Em questão de sabores e efeitos, estou plenamente satisfeito. Obrigado a todos que acompanharam esse “hunt”, agora é focar em mantar alguns clones e planejar o próximo ciclo. Continuem plantando OGs! :muscle: :green_heart:

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