Microrganismos Efecientes - Borra de café

Meus amigos, o que vocês estão vendo é a borra de café colonizada por microrganismos (micélio branco, denso e filamentoso). Muitos dizem, até mesmo agrônomos (veja o Youtube), que a borra de café não aduba o solo, a prova está aí. Os microrganismos eficientes (ME) amam a borra de café. Tenho feito isso por muitos anos e nunca tive problemas. Com você pode ver nas fotos em detalhes (Figura 1 e Figura 2), o ME que colonizaram a borra é filamentoso e branco. Podem ser 3 tipos de fungos: (1) Penicillium spp - Normalmente são azul-esverdeado, mas pode começar branco filamentoso antes de formar esporos coloridos. Inicialmente é branco e fofo. Depois muda de cor. (2) Aspergillus spp. - Começa branco filamentos e depois fica verde acinzentado ou amarelado, conforme o tipo. No início parece um algodão brando. (3) Trichoderma spp. - Começa branco filamentoso, depois pode ficar esverdeado devido a formação de esporos. Este fungo é usado como biofungicida. Concluindo, na fase inicial de colonização da borra de café, esses três fungos podem aparecer como uma camada branca e filamentos finos — tipo um algodãozinho crescendo.

Também podem ser fungos do gênero Mucor e Rhizopus. Colonização muito rápida, produzem esse micélio “peludo” denso, como nas fotos. Colonizam borra de café e restos orgânicos facilmente. :pushpin: Mucorales (como Rhizopus) são altamente competitivos em matéria orgânica fresca, e o micélio branco espesso e arejado na foto é bastante característico deles. Esse tipo de fungo não é micorrízico, mas é essencial para iniciar o processo de decomposição da matéria orgânica — ele “prepara o solo” para outros microrganismos (inclusive micorrizas, que vêm depois com as raízes).

A borra de café favorece a colonização de fungos porque tem NITROGÊNIO, UMIDADE RESIDUAL, pH (5-6) levemente ácido e é rica em carbono estrutural. Também tem fósforo, potássio, cálcio, magnésio, enxofre, lipídios, carboidratos, proteínas, cafeína, compostos fenólicos

Sobre microrganismos eficientes (EM – Effective Microorganisms):
O conceito de microrganismos eficientes foi desenvolvido nos anos 1980 pelo professor Teruo Higa, no Japão. A ideia é que uma combinação específica de microrganismos benéficos — bactérias, fungos, leveduras — possa melhorar a saúde do solo, aumentar a produtividade das plantas e reverter a degradação ambiental.

Esses “EM” geralmente incluem:

  • Bactérias ácido-láticas (Lactobacillus spp.) – promovem a fermentação e suprimem microrganismos patogênicos.
  • Leveduras (Saccharomyces spp.) – produzem hormônios e vitaminas para estimular o crescimento vegetal.
  • Actinobactérias – degradam matéria orgânica resistente e produzem antibióticos naturais.
  • Fungos filamentosos (como os micorrízicos) – melhoram a absorção de água e nutrientes.
  • Fotossintetizadores (como algumas Rhodopseudomonas spp.) – capturam energia solar para produzir substâncias bioativas no solo.

Importante: o objetivo desses microrganismos juntos é criar um ambiente de dominância dos “bons” sobre os “patógenos”, mantendo o solo biologicamente ativo e fértil.

:white_check_mark: O que você pode fazer com isso?

  • Pode incorporar esse material ao solo: ele está cheio de fungos benéficos saprófitos que liberam nutrientes.
  • Só evite enterrar muito próximo às raízes finas, pois no início esses fungos podem competir por oxigênio em solos mal drenados. Eu prefiro deixar como está e à medida que vou olhando eles vão incorporando ao solo. Nunca use água clorada.

Se quiser cultivar micorrizas depois, misturar com solo arenoso e raízes vivas (de gramíneas ou leguminosas) pode criar um ambiente ideal.

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Hola amigo cultivador, bienvenido… Uso microorganismos de montaña autóctonos para hacer muchos tipos de Bio fermentos. Solubilizo minerales y materias primas con ellos. Sólo cultivo orgánicamente. Siempre uso algo de café para las mezclas de sustrato.

Soy seguidor de Ana Primavesi, Jairo Restrepo, Sebastião Pinheiro, y todos los demás :grin:

Ahora estoy cultivando una antigua sativa brasileira, entre otras… pasa por mi hilo:

Viví dos años en Goiânia, me encanta Brasil y su gente!

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Hi my friend, I lived in Goiânia too — it’s an amazing city. Today, I live in Minas Gerais, but I’m originally from Rio. I love Minas Gerais. Lately, I’ve been using organomineral fertilizers, and as you can see, the balance of microorganisms is very good. I’m also growing a beautiful Sativa landrace, and I created a strain called for by Whiteberry — the result of a White Widow (female) crossed with a Blueberry (male). She has a amazing smell.
Soon, I’ll have new seeds from a cross between the Sativa landrace and Blueberry. I’m really looking forward to seeing the results. Here in Brazil I have a license to grow 15 plants per 3 months. Ana Primavesi is a huge reference. Enjoy!

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Por aqui a borra de café vai inicialmente para uma pré compostagem e após o período termofilico incorporo esse material a composteira e as minhocas fazem o trabalho delas!!!
Húmus aqui é a principal fonte de vida do jardim!!!

:metal:

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Punk77, ótima estratégia! Eu também coloco na composteira. Mas o legal de colocar um pouco no vaso é ver a colonização. Você também pode experimentar preparar um substrato adubado com uma camada de borra de café no topo, coberto por matéria morta. Deixe descansar por uns 15 a 30 dias. Isso ajuda a identificar se o seu substrato está “saudável” de microrganismos porque eles morrem facilmente. Odeiam a luz do sol. Seria como tirar uma prova e caso não ocorra colonização você pode adicionar bokashi, por exemplo.

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Algo legal também de incorporar como um top dress… É substrato exaurido de cogumelos!!!
Da uma bombada nos micélios… De quebra ainda pode render uns cogus pra salada!!!

:metal:

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I have a technique that generates microorganisms very quickly.
I use organic mulch in all my pots, and I only grow indoors: I cut fresh grass where animals graze. The same day I chop it up and add it to the top of the mulch. I moisten it with water, molasses, and a little fresh yeast. In two days, you’ll see the mycelia flourishing, mainly Bacillus subtilis, a great decomposer.
Normally, during growing, I do the same thing with all the leaves obtained by defoliation as with the fresh grass.

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Thank you for sharing. I’ll try.

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