Salve growers! Uma honra poder somar com vocês!
Ser jardineiro para mim vai muito além do baseado, cultivar é resistência! E é parte do que sou!
Decidi abrir este diário para mostrar algumas plantas aqui do jardim e algumas maluquices minhas.
Não recomendo que tentem reproduzir nada do que for mostrado aqui pois não sou nenhum expert ou profissional da área, apenas sigo uma linha de agricultura doida que adaptei ao longo dos anos ao meu ambiente e estilo de cultivo.
Ultimamente tenho gostado muito de fazer uma parada mais hardcore, um orgânico mais “roots” mesmo, usando matéria orgânica bruta, frutas, legumes e etc aliado ao uso de outras técnicas e métodos como fermentados, chás aerados, chorumes e afins.
Tempos atrás passei por uma fase de vacas magras bem complicada e precisei me reinventar, foi quando descobri a agricultura natural e outros métodos de baixo custo que foram um divisor de águas para mim, pois passei a ter resultados tão bons e até melhores do que na época que eu gastava uma fortuna na loja de jardinagem.
Estou com uma Super Lemon Haze linda demais quase no final da flora, mas primeiro quero mostrar como fiz com ela desde o início. Ao longo do tempo irei mostrar outras plantas também, mas acho legal começar com esta SLH.
Tudo começou com um galho retirado da madre, padrão, cortei a ponta de algumas folhas pra reduzir a perda de água e fiz o corte do caule em 45 graus.
Deixei de molho por uns 5 minutinhos na água da torneira misturada com gel de babosa.
Depois foi direto para o substrato num solo reutilizado, se não me engano seria o quarto ciclo nele, eu sabia que estava bem fraco de nutrientes, bem depletado, e assim deixei nos primeiros dias para não dar nenhum choque no clone.
Alguns dias depois, o clone estava firme, este pheno em particular é muito fácil de clonar.
Agora, vou pular para a parte onde comecei a perceber sinais de que o clone já estava bem enraizado e comecei a adubar com restos de fruta para fortalecer o solo que estava fraco.
Este aqui irei contar como dia 1, pois foi daqui pra frente que começou a ter algum crescimento vegetativo no clone. Iniciei com casca de banana, algumas flores secas que encontei no quintal e metade de um maracujá para servir de “casinha” pra certos organismos e criar um microclima diferente no vaso. Debaixo desta casca é mais úmido, escuro, normalmente ficam colêmbolos, minhocas, gongolos, etc, vira um pequeno habitat.
No dia 4, as cascas estavam escuras e secas, eu poderia ter coberto elas no dia que as coloquei no vaso, o que aceleraria a decomposição das mesmas, mas neste início eu não tenho porque acelerar nada, a intenção era retardar um pouco este processo mesmo, o clone no início é mais sensível e não tem porque eu querer encher ele de potássio por agora.
No dia seguinte, dia 5, com as cascas secas, adicionei um pouco de folhas de outra planta e fiz uma cobertura de leve, sem cobrir totalmente as cascas, elas agora irão decompor num ritmo mais adequado. Regas sempre com água da chuva que coleto por aqui.
E no sétimo dia após a colocação das primeiras cascas de fruta, temos fungos se manifestando pelo solo, decompondo e micronizando os nutrientes que a planta irá necessitar mais tarde…
Em breve subirei mais imagens.






















